5 de jan de 2017

Você sabia que eu escrevo?

postado por Jana Teixeira




Claro que vocês sabem que eu escrevo, afinal, aqui estão vocês lendo os textos que eu posto de vez em nunca no meu amado blog. Prometo melhorar nessa parte! Mas, o que eu vim revelar é que, eu escrevo outras coisas.

Boas? Não faço ideia. O que eu sei é que eu gosto de escrever. Gosto da sensação de ver sentimentos se transformando em palavras, ideias virando textos e textos se tornando histórias.

Eu me lembro da primeira história que eu comecei a escrever. Naquela época eu só usava o computador pra jogar Paciência. A internet era discada e eu ainda não conhecia muito bem o mundo virtual pra saber que ele poderia ser uma ótima distração. Fazia o básico online. Então um dia eu abri o Word e comecei a escrever algo que pensando agora tem muita influência de Harry Potter. Não tinha nome, mas era a história de dois irmãos que, ao abrirem um livro na biblioteca municipal da cidade, acabavam em universo mágico cheio de anões e flores cantantes. Minha imaginação voava longe nesse tempo.

Depois de um tempinho, lá para os meus 14, 15 anos, eu comecei a escrever a minha primeira fanfic, mas que na época e dentro do fandom de RBD eram conhecidas com webnovelas. Dramático o nome, né? Não quanto a minha história que envolvia o FBI, uma agente e um bandido que queria destruir o país. O plot twist dessa história até hoje me deixa meio chocada. 

Claro que, olhando agora, o que eu escrevia estava bem longe de ser algo decente. Mas eu gosto de pensar que escrever é uma coisa que sempre esteve mim, assim como a leitura.
Continuei escrevendo histórias, sozinha e junto com amigas, conforme o meu estado de espírito deixava. O meu texto foi ganhando maturidade e meu vocabulário aumentando. Escrever é um exercício, e quanto mais prática, mais interessante fica. E, se ver tudo o que há dentro de você formando parágrafos é a melhor parte de escrever, ver que outras pessoas se identificam e sentem tudo isso enquanto leem, é a segunda melhor coisa. Talvez seja a primeira.

Eu continuo escrevendo. Provavelmente não tão bem quanto eu gostaria, mas continuo e não pretendo parar. Eu acredito que palavras são capazes de mudar tudo. O poder de uma história é imensurável e eu acho que na maioria das vezes quem aprende mais com elas é quem escreve.

Se vocês ficarem interessados em saber em ler alguma coisa minha, acessem meu perfil no Wattpad!

Ah, e caso você também escreva: ME DÁ UM ABRAÇO E DEIXE SEU TEXTO/BLOG/HISTÓRIA NOS COMENTÁRIOS. VOU ADORAR LER.

17 de dez de 2016

RESENHA: The Sun Is Also A Star

postado por Jana Teixeira


Título Original: The Sun Is Also A Star
Autor(a): Nicola Yoon
Ano: 2016
Editora: Delacorte Press
 Páginas: 384


Várias coisas me fizeram amar The Sun Is Also a Star e eu vou listá-las pra vocês.

Quero começar dizendo que eu já tinha 90% de certeza que eu acabaria amando essa história. Só não tinha 100¨% por que nada nessa vida é garantido além da morte. Mas a capa maravilhosa, a sinopse e, o mais importante de tudo, o fato de ser um livro escrito pela Nicola Yoon me deram segurança e me fizeram comprar o e-book assim que eu pude.

Vi o livro em listas de mais vendidos dos EUA e em várias listas de melhores livros de 2016. Em algumas dessas listagens de livros que marcaram o ano, TSIAS aparecia como o único livro YA. Pensei comigo mesma que esse livro deveria ser maravilhoso. E é.

Tudo se passa em um único dia em Nova Iorque em que Natasha e Daniel se conhecem devido a uma corrente de eventos orquestrados pelo destino, as estrelas, o universo, Deus, ou qualquer outra força que você possa acreditar.

Natasha tem 17 anos e está vivendo o pior dia da vida dela. Ela só tem algumas horas até que sua família seja deportada para Jamaica e é fazendo uma última tentativa para reverter essa situação e continuar nos EUA que ela conhece Daniel, um garoto Americano-Koreano que está indo fazer uma entrevista para entrar em Yale e cursar medicina, como seus pais ultra tradicionais querem.

Natasha é racional, tem alma e intelecto de cientista. Ela acredita em fatos e dados. Provas. Nada de superstições, destino, poder do universo ou outros elementos que poderiam explicar como ela e Daniel acabam se encontrando e tendo uma ligação tão forte tão rápido. Ele, pelo contrário, é um sonhador. Daniel quer ser um poeta. Ele acredita no poder da poesia, do amor e dos sonhos. Ele é bem fofo, na verdade.

Preciso assumir que eu mesma sou um pouco cética pra certas coisas então no começo foi um pouco difícil aceitar alguma das coincidências e corrente de fatos que juntam Natasha e Daniel. Mas a verdade é que não importa. Acreditando ou não em destino, a história vinga. Ela te faz acreditar, pelo menos por algumas horas, que sim é possível que os planetas se alinhem e todas as forças místicas que existem trabalhem juntas pra fazer duas pessoas viverem o que está escrito pra eles.

E mesmo que você torça o nariz pra coincidências o livro é muito mais que isso. Tem um motivo para TSIAS estar sendo tão aclamando pela crítica estrangeira. Ele fala de assuntos importantíssimos de uma forma jovial.

Lista de motivos para amar The Sun Is Also a Star:

  • Imigração. Com a eleição de Donald Trump (que eu gosto de chamar de Filho da Besta), esse assunto está no top 3 de assuntos mais falados no mundo, principalmente nos EUA. Como já ficou claro, essa é a ponte principal do livro. Natasha é uma imigrante ilegal, Daniel nasceu na Terra do Tio Sam, mas seus pais são imigrantes. Deixar seu país natal e ir pra outro em busca de oportunidades e sonhos é um ato de coragem, mas as leis anti-imigração que existem por aí nos fazem esquecer disso.
  • Mix de cultura. Cultura Jamaicana, cultura coreana e cultura negra são tratadas demais durante todo o livro e isso é legal. É muito legal. É maravilhoso. Tem explicação sobre tudo e uma humanização de aspectos dessas culturas que eu achei maravilhoso. Nicola fez quase um papel socioeducativo de uma maneira leve e que entretém ao invés de aborrecer.
  • Romance Inter-racial. Não vou dizer que é a parte mais importante do livro por que tudo nele é sensacional, mas isso é de uma relevância enorme. Nicola não só colocou uma garota negra e um garoto asiático como par romântico, ela ainda trabalhou o preconceito que (pasmem) ainda existe e vem tanto de estranhos que ficam chocados quando veem duas pessoas diferentes juntas, quanto da própria família dos ditos cujo.
  • Protagonistas não caucasianos. E agora que eu estou escrevendo isso, percebo que 90% dos personagens da história são todos de etnias não caucasianas. Não quero ser repetitiva mas – atenção – REPRESENTATIVIDADE IMPORTA. O livro é sobre uma garota negra e um garoto coreano que se encontram e se gostam. Quantos livros assim existem por aí? Quantos livros que romantizam etnias diferentes existem por aí? Eu estou aqui pra enaltecer livros representativos sim!
  • O amor! A juventude! A leveza! A realidade! A história é cheia desses aspectos políticos e sociais incríveis que listei, mas continua sendo um romance adolescente. Continua sendo uma história linda e gostosa de ler que no final te faz lacrimejar e pensar “todo mundo precisa ler isso”. 

Então, tendo dito tudo isso, se eu puder dar um conselho pra vocês seria o seguinte: leiam esse livro. Paz.

19 de jun de 2016

RESENHA: Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo

postado por Jana Teixeira


Título Original: Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe
Autor(a): Benjamin Alire Sáenz
Ano: 2014
Editora: Seguinte
 Páginas: 392

Tem algo de muito bonito nos livros juvenis que falam sobre homossexualidade. Em geral, todos são uma bela dose de aprendizado. Já falei algumas vezes em resenhas que adolescência é muito mais difícil do que a gente deixa parecer. É o momento em que nós damos de cara com o mundo pela primeira vez e percebemos que a vida é muito mais complicadas do que nossos pais nos fizeram achar durante a infância. É uma época de descobertas.

Sempre quis muito ler a história de Aristóteles e Dante escrita por Benjamin Alire Sáenz exatamente por achar que o livro seria mais um que traria essa questão de maneira gloriosa, mas acabou que a história é muito mais do que isso. 

Aristóteles é um garoto relativamente quieto - mas que não tem medo de encarar uma briga quando necessário - e que está passando pelas férias de verão. Ele é o mais novo de quatro filhos, mas a família toda age como se o irmão mais velho de Ari não existisse. Ele fez algo ruim, foi para cadeia e desde então foi apagado da história da família Mendoza. Ari não sabe o que Bernardo fez, só sabe que sequer lembra das feições do irmão.

Em uma tarde no clube, Aristóteles conhece Dante, um garoto que facilmente poderia ser o seu oposto. Dante é comunicativo, emotivo, gosta de conversar e aprecia as pequenas coisas da vida como andar descalço e o cantar dos passarinhos. Ele vê o mundo de uma forma diferente e talvez isso faça com que os dois se aproximem tão rápido. Logo Aristóteles e Dante, os meninos com nomes de filósofos, se tornam melhores amigos.

Dante é muito seguro e tem certeza de quem ele é. Aristóteles não. Ele está perdido, tentando entender o pai – um veterano atormentado pela guerra -, a mãe, o irmão de quem ninguém fala, os outros garotos e garotas do mundo, e os próprios sentimentos. Com Dante é mais fácil, ele já se conhece então ele sabe o que ele quer, já Ari...Tudo acontece muito sutilmente dentro do nosso protagonista e narrador. 

O texto de Benjamin Sáenz é muito objetivo e eu gostei de como ele trouxe as reviravoltas que explodem em nós com um tom natural, sem alarde. É assim que elas costumam acontecer, né? Independente do que, quase tudo acontece sem uma comoção estratosférica. Por que seria diferente em um livro? Acho que foi isso que me fez gostar mais ainda de tudo. A história de Ari e Dante é natural. É sensível e delicada. Não tem exageros ou coisas que aconteceriam só na ficção (infelizmente e felizmente).

O livro se passa na década de 80, o que deixa as descobertas dos garotos mais difíceis e complexas. Se o mundo não é tolerante agora, imagina 30 anos atrás. Porém, Dante e Ari têm sorte o suficiente para viverem com famílias que acreditam no amor, seja ele qual for. Quero acreditar que um dia, todas as pessoas também serão assim.

Antes de começar a ler eu me peguei pensando no que seriam os “segredos do universo” citados no título. O que os protagonistas descobririam. Seria algo real ou metafórico? No final da leitura eu entendi: foi as duas coisas. Ari e Dante passam por muita coisa no livro. Acidentes, mudanças, distância e até por um ato horroroso de puro ódio. Durante tudo isso eles desbravam a vida e descobrem os tais segredos. O universo são eles.

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